
Promovida pela Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual (Ajidevi), a competição conta com apoio da Secretaria de Esportes (Sesporte) da Prefeitura de Joinville e integra a preparação das equipes para o Campeonato Regional Sul, torneio que vale classificação ao Campeonato Brasileiro da modalidade.
Joinville estará representada por equipes nas categorias masculina e feminina. No total, a competição reunirá 20 times dos três estados do Sul do Brasil, sendo oito femininos e 12 masculinos, além de cerca de 150 atletas e 30 membros de comissões técnicas. O público poderá acompanhar todas as partidas gratuitamente.
“Receber a Copa Sul de Goalball em Joinville representa o quanto nosso município está engajado no paradesporto. Não é por acaso que nos tornamos Centro de Referência Paraolímpico. São anos de dedicação ao fomento esportivo e paradesportivo. Desde a iniciação até o alto rendimento, dos programas municipais aos eventos, Joinville oferece esporte para todos”, destaca o secretário de Esportes, Douglas Steffen.
A programação começa na sexta-feira (22/5), com a recepção das delegações. No sábado (23/5), serão realizados 24 confrontos, das 7h às 21h. Durante o dia, haverá pausa para a cerimônia oficial de abertura, às 9h, e intervalo para almoço entre 12h30 e 13h30. Já no domingo (24/5), acontecem as semifinais, disputas de terceiro lugar e finais da competição.
A Secretaria de Esportes também dará suporte estrutural ao evento, atuando na logística, organização dos alojamentos, cerimônia de abertura e empréstimo de itens como colchões, mesas e cadeiras.
O investimento da Prefeitura de Joinville na modalidade inclui a aquisição de bolas específicas para o goalball. Atualmente, o município possui quatro unidades compradas pela Sesporte e outras 25 disponibilizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Consideradas equipamentos de alta complexidade, as bolas homologadas pela International Blind Sport Federation (IBSA) têm a Alemanha como principal referência de fabricação mundial. Em sites especializados, os modelos aprovados podem custar entre R$ 1.500 e R$ 2.000.
O esporte e a inclusão social
Criado em 1946 para auxiliar na reabilitação de soldados que perderam a visão durante a Segunda Guerra Mundial, o goalball se transformou em uma das principais modalidades do esporte paralímpico. Desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual, o esporte passou a integrar os Jogos Paralímpicos em 1976 e hoje é praticado em diversos países.
As partidas são disputadas entre duas equipes de três jogadores, que utilizam a audição e a percepção espacial para localizar a bola, que possui guizos internos. Para garantir igualdade nas disputas, todos os atletas usam vendas nos olhos. O silêncio do público durante os lances é uma das características mais marcantes da modalidade.
No Brasil, o goalball ganhou destaque com o crescimento do paradesporto e os investimentos em inclusão esportiva. Além das conquistas internacionais, a modalidade tem papel importante no desenvolvimento da autonomia, mobilidade e integração social das pessoas com deficiência visual.
A realização de competições e projetos esportivos em cidades como Joinville reforça a importância do esporte paralímpico, que vai além das medalhas e representa inclusão, acessibilidade e transformação social.




